Há associação entre a ingestão de carne processada e não processada com mortalidade e doenças cardiovasculares?

29.04.21

Há associação entre a ingestão de carne processada e não processada com mortalidade e doenças cardiovasculares?

Artigo
noticia

Essa é uma pergunta que ouvimos com frequência, e que vez ou outra é tema de reportagens na mídia tradicional, quase sempre sem o devido embasamento (sabe aquela frase “basta repetir uma mentira para que ela se torne verdade”?).

Afinal, há associação entre a ingestão de carne processada e não processada com mortalidade e doenças cardiovasculares?

De acordo com o recente estudo de coorte prospectivo em 21 países, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition (Oxford Academic) em 31 de março de 2021, “a evidência de uma associação entre a ingestão de carne vermelha não processada e doenças cardiovasculares (DCV) é inconsistente”.

O objetivo do estudo – realizado com 134.297 indivíduos matriculados em 21 países de baixa, média e alta renda – foi avaliar a associação da ingestão de carnes vermelhas não processadas, aves e carnes processadas com mortalidade e DCV grave.

RESULTADOS:

Durante 9,5 anos de acompanhamento, foram registradas 7.789 mortes e 6.976 eventos cardiovasculares.

A maior ingestão de carne vermelha não processada (≥250 g / sem vs. <50 g / sem) não foi significativamente associada à mortalidade total (HR: 0,93; IC de 95%: 0,85, 1,02; P-tendência = 0,14) ou DCV maior (HR : 1,01; IC 95%: 0,92, 1,11; P-tendência = 0,72).

Da mesma forma, nenhuma associação foi observada entre o consumo de aves e os resultados de saúde.

Uma maior ingestão de carne processada (≥150 g / sem vs. 0 g / sem) foi associada a maior risco de mortalidade total (HR: 1,51; IC de 95%: 1,08, 2,10; P-tendência = 0,009) e DCV maior (HR : 1,46; IC 95%: 1,08, 1,98; P-tendência = 0,004).

CONCLUSÃO:

Em um grande estudo multinacional, não foram encontradas associações significativas entre carne vermelha não processada e ingestão de aves e mortalidade ou doenças cardiovasculares graves.


Fonte: https://academic.oup.com/ajcn/advance-article-abstract/doi/10.1093/ajcn/nqaa448/6195530

Por

Brasil Low Carb


www.brasillowcarb.com.br

Marcar consulta Conheça

Receba nossas
novidades
e conteúdos

Preencha seus dados


    Ao assinar você automaticamente concorda com a nossa Política de Privacidade e Política de Cookies.