Proteína na prevenção da sarcopenia

Proteína na prevenção da sarcopenia

Por Dr. Marcelo Denaro*

Artigo
Proteína na prevenção da sarcopenia - Por Dr. Marcelo Denaro - Brasil Low Carb

Dr. Marcelo Denaro – Ortopedista e Cirurgião de Joelho (Belo Horizonte, MG) @marcelofdenaro

Diferente de carboidrato e gordura, a proteína não é usada como fonte primária de energia em circunstâncias normais, mas sim na construção e manutenção de músculos e no reabastecimento do suprimento de aminoácidos usados para fazer hormônios, enzimas e diversos outros tecidos.

O sítio mais importante de proteínas no corpo é o músculo esquelético, que compõe cerca de 80% da massa celular e 30% do “turnover” proteico do corpo inteiro em jovens magros. A proteína exibe propriedades estruturais e funcionais nas células e tecidos.

O envelhecimento está associado a um declínio progressivo no metabolismo basal (1-2% por década após os 20 anos) e esta redução está intimamente ligada com a perda ou redução de massa magra muscular (também conhecida como sarcopenia).

De mais de 50% da massa corporal total em adultos jovens, a massa magra se reduz para 25% aos 75-80 anos de idade; esta perda normalmente vem acompanhada de ganho de massa gorda na mesma proporção sem que ocorra, portanto, muita flutuação no peso do indivíduo. Fraqueza muscular aumenta muito os riscos de queda, hospitalizações, osteoporose, fraturas, limitações funcionais, perda da independência e morte.

Sabemos por experimentos que exercícios de resistência são eficazes para o ganho de massa muscular e efetivos na melhora da saúde especialmente dos idosos devido aos riscos citados acima. Entretanto, estudos de coorte têm demonstrado que o aumento do consumo de proteína na dieta pode reduzir a perda muscular relacionada à idade, melhorando desfechos de saúde e performance física. Isto combinado aos exercícios de resistência poderia melhorar a força muscular (ainda mais) e reduzir com ainda maior efetividade os maus desfechos nesta população.

Embora melhores estudos sejam necessários avaliando mais desfechos clínicos (redução de mortalidade, fraturas, hospitalizações etc) e menos desfechos substitutos (ganho de massa magra, aumento de força etc), o risco de dolo na orientação de um aumento no consumo de proteínas em pacientes idosos (sem comorbidades que pudessem contraindicar essa ingesta) associado a prática de atividades de resistência me parece muito baixo e os possíveis benefícios potencialmente altos e muito relevantes. A prevenção continua sendo sempre um caminho mais inteligente e eficiente do que as sonhadas “pílulas mágicas”.

* O Dr. Marcelo Denaro escreveu o artigo com exclusividade para o Brasil Low Carb.

Imagem: Freepik

Por

Brasil Low Carb


www.brasillowcarb.com.br

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