[Artigo] Obesidade: o mal do século XXI

[Artigo] Obesidade: o mal do século XXI

Escolas de Nutrição formaram exércitos de nutricionistas preparadas para aplicar a conduta do medo da gordura e da contagem das calorias

Artigo

É provável que você saiba que a partir de 2012 mais pessoas morrem no mundo por problemas derivados dos excessos da alimentação do que pela falta de alimentos. Quando coloco a palavra “excessos”, não me refiro somente à quantidade, mas, principalmente à qualidade do que comemos. Consequência direta desta realidade é uma verdadeira epidemia global de obesidade que hoje presenciamos. E que problemas, afinal, estão relacionados diretamente com a obesidade e sobrepeso, que influem nas taxas de mortalidade? Cito alguns: diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer e mal de Alzheimer.

O que você provavelmente não sabe é que a proporção de pessoas com sobrepeso na população teve aumento significativo a partir da década de 70, em relação direta com tentativas de se controlar as crescentes ocorrências de acidentes cardiovasculares observados nos EUA a partir dos anos 50. Alguns estudiosos da época formularam a hipótese de que as doenças cardiovasculares seriam decorrentes da elevação dos índices de colesterol no sangue, e que estes índices se elevariam em função do consumo de gorduras, principalmente gorduras saturadas de origem animal.

A partir daí surgiram recomendações dietéticas orientando para a substituição de gorduras por carboidratos na alimentação, assim como foi incentivado o uso de gorduras de origem vegetal, na forma de óleos extraídos de grãos. Também se recomendou o aumento das atividades físicas como uma forma de regulação de peso, na tentativa de manter um balanço calórico – ou seja, se você gasta as calorias que você come, você mantém seu peso.

Cinquenta anos depois, o que constatamos? O mundo como um todo aderiu às recomendações dietéticas americanas, renovadas regularmente na mesma linha de pensamento, e adotadas globalmente pela influência da OMS, ONU e outras organizações. Escolas de Nutrição formaram exércitos de nutricionistas preparadas para aplicar a conduta do medo da gordura e da contagem das calorias.

O mundo emagreceu? Diminuíram as taxas de mortes por doenças cardiovasculares? Não e não. Ao contrário. No Brasil, duas em cada três pessoas estão acima do peso, uma em cada três é obesa, um em cada cinco tem Diabetes Tipo 2 ou é pré-diabética.

Onde erramos? Na receita. Bilhões de dólares foram gastos tentando comprovar a hipótese da gordura-coração, sem sucesso. Porém, bilhões de pessoas tomam remédios como estatinas para baixar o colesterol, outro tanto toma hormônios e outras drogas para baixar o nível de glicose no sangue. Sem efeito. Os índices de saúde só pioram.

Talvez o que você também não saiba, e provavelmente o profissional de saúde que lhe orienta também não, é que, após cinco décadas de pesquisas, as evidências científicas apontam que o grande vilão da alimentação não são as gorduras, mas sim, os carboidratos. Açúcar e farinha, refinadas ou integrais, eis o problema.

Você gostaria de ter saúde e manter naturalmente seu peso? Procure a ajuda de um profissional da nutrição atualizado.

Por

Mari Abreu

Nutricionista


Renomada nutricionista em Florianópolis, Mari Abreu é uma profunda conhecedora das estratégias alimentares Paleo e ...

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