Jejum intermitente pode beneficiar pacientes com câncer?

06.07.21

Jejum intermitente pode beneficiar pacientes com câncer?

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“O jejum aumenta a resistência das células normais para a quimio e radioterapia”

Fatores relacionados à dieta e estilo de vida são os principais determinantes do risco de desenvolver câncer. Estima-se que a obesidade seja responsável por cerca de 14 a 20% de toda a mortalidade relacionada ao câncer. Há muito tempo sabemos dessa relação entre obesidade e câncer, e o papel fundamental que a insulina tem nesse sentido.
Há pelo menos 13 tumores que estão diretamente ligados à obesidade (veja gráfico ao lado). São eles: mama, endométrio, ovário, esôfago, estômago, fígado, vesícula, pâncreas, intestino grosso, meningeoma, mieloma múltiplo, rim e tireoide.

O tecido adiposo é ativo do ponto de vista hormonal e produz uma série de proteínas inflamatórias, que levam a um processo de inflamação crônica. E isto pode ser identificado em alguns exames laboratoriais, como aumentos na proteína C reativa (PCR) ou aumentos dos níveis de ferritina. Essa inflamação pode ser um processo-chave pelo qual a obesidade promove o câncer (…). A vulnerabilidade das células cancerosas à privação de nutrientes e sua dependência de metabólitos específicos são marcas registradas emergentes do câncer. O jejum ou as dietas que mimetizam o jejum levam a grandes alterações nos fatores de crescimento e nos níveis metabólitos (como redução dos níveis de glicose, IGF1, insulina e leptina, e aumento dos níveis de adiponectina), criando um ambiente que pode reduzir a capacidade das células cancerígenas se adaptarem e sobreviverem, melhorando os efeitos da terapia contra o câncer.
Além disso, o jejum aumenta a resistência das células normais para a quimio e radioterapia. Durante o jejum, há um decréscimo nos níveis de insulina e aumento da produção de corpos cetônicos (…). Estas respostas podem reduzir a inflamação, estresse oxidativo, tumorigênese e envelhecimento.

Reprodução parcial de capítulo do E-book “Jejum intermitente: aspectos históricos e aplicações clínicas”, de autoria do Dr. Carlos André Bastian, disponível para compra no link: https://bit.ly/3xnnBz4

Por

Dr. Carlos Bastian

Médico e Cirurgião do Aparelho Digestivo


Carlos Bastian é cirurgião do aparelho digestivo, chefe de serviço de Endoscopia do Hospital Celso Ramos e também integra o corpo clínico do Checkup Executivo Baía Sul, do Hospital SOS Cardio e da Ultralitho Centro Médico. É especialista em prática clínica Low Carb High Fat / Keto pela Noakes Foundation (África do Sul).

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