Dia Mundial do Diabetes: temos algo a comemorar?

Dia Mundial do Diabetes: temos algo a comemorar?

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Dia Mundial do Diabetes

Este sábado, 14 de novembro, é marcado pelo Dia Mundial do Diabetes, uma das mais importantes datas anuais do calendário de Saúde, e sem dúvida ainda temos mais para conquistar do que para comemorar nesta data.

Vivemos uma verdadeira epidemia de diabetes, sendo que cerca de 50% das pessoas em todo o mundo sequer sabem que são diabéticas. E mais: mais da metade dos diagnósticos de diabetes (cerca de 60%) poderiam ser revertidos através da alimentação, ao implementar uma estratégia alimentar reduzida em carboidratos, ou seja, baseada em comida de verdade e livre de açúcar, farináceos e industrializados.

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), perdendo apenas para China, Índia, EUA e Paquistão. A estimativa é que em 2030 esse número atinja 21,5 milhões.

– Somente no ano passado, foram 135 mil mortes de brasileiros entre 20 e 79 anos atribuídas ao diabetes.

– Depois da indústria das estatinas (fármacos para doenças cardíacas), o mais lucrativo dos medicamentos é a Metformina (antidiabético mais prescrito por médicos no Brasil e nos EUA).

Em 2020, calcula-se que 9,3% dos adultos (463 milhões de pessoas) vivem com diabetes, e cerca de 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos apresentam diabetes tipo 1.

– Gary Taubes, no livro “Açúcar: culpado ou inocente”, relata o impressionante aumento no número de casos de diabetes nos EUA entre o final da década de 30 e o início do século 21. “Em 1934 estimava-se que apenas 2 a 3 americanos em cada mil tinham diabetes. Em 2012, um em cada 7 ou 8 adultos neste país tinham diabetes – de 12 a 14%”.

– Em abril de 2019, uma importante conquista: a American Diabetes Association (ADA) publicou um relatório de consenso não apenas endossando o baixo teor de carboidratos como uma opção, mas também reconhecendo que reduzir os carboidratos é a maneira mais eficaz de reduzir o açúcar no sangue, independentemente da dieta geral. “Low carb, especialmente very low carb, tem demostrado reduzir a hemoglobina glicada e a necessidade de medicação no diabetes” – dizia trecho do relatório.

– Pouco antes, a Diabetes UK e a Diabetes Australia também publicaram relatórios favoráveis ​​ao baixo teor de carboidratos para pessoas com diabetes. “Os pacientes devem ter a oportunidade de evitar a medicação pelo resto da vida e a piora progressiva de sua doença (…) o relatório enfatiza que muitas pessoas com diabetes tipo 2 prosperam com uma dieta baixa em carboidratos e merecem ter a oportunidade de escolher a dieta ao invés da medicação como primeira linha de tratamento”, comentou o médico @jcsouto sobre o documento divulgado pelo governo da Austrália Ocidental.

– No início de 2020, a Diabetes Canada lançou um artigo apoiando dietas de baixo teor de carboidratos como uma opção eficaz para o controle do diabetes tipo 1 e tipo 2.

A pergunta que fica é: por que a estratégia alimentar low carb já foi reconhecida por importantes sociedades e instituições governamentais no exterior e segue sendo ignorada por entidades no Brasil?


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Imagem: Freepik.com


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Brasil Low Carb


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